segunda-feira, 27 de junho de 2016

A "corajosa" pomba!


A pomba, (Columba lívia), é originária da Ásia e foi domesticada há mais de 5 mil anos, sendo introduzida no Brasil no século XVI pelos portugueses.
Essa ave logo se adaptou por aqui, pois se alimentava com os restos de comida e sementes que encontrava nas cidades, fato esse que continua atual.

Existe uma grande variação nas cores das pombas, mas em geral o macho e a fêmea são muito semelhantes, dificultando sua identificação. Seu peso gira em torno de 350g, sua altura em média é de 15cm e seu comprimento é de aproximadamente 25cm.

Um casal de pombos quando se forma fica junto para sempre, e a cada ano após 19 dias de encubação dos ovos, podem ter de cinco a dez filhotes.

Existe um ditado popular que diz que pombas são como ratos com asas, e isso se diz porque a pomba se transformou em uma praga urbana perigosa para a saúde do homem, podendo causar muitas doenças como a toxoplasmose, salmonela, candidíase e alergias, além de carregarem pulgas, piolhos e ácaros.

Outros problemas que podem ser causados pelas pombas são, danos à monumentos públicos, danos em madeiras de telhados e queimaduras em pinturas de carros, isso porque suas fezes são acidas e corroem muitos tipos de materiais.

A pomba tem predadores naturais, são as aves de rapina, como o gavião ou o falcão por exemplo, mas outro problema que também contribui para o descontrole populacional dos pombos, é que com a quantidade cada vez menor de áreas verdes nas cidades, menor é a incidência dessas aves que poderiam predar os pombos.

Em alguns países o controle populacional de pombos é feito com anticoncepcionais ministrados junto com o alimento, dado propositalmente, e a alimentação de pombos em parques públicos por turistas é proibida.

Muitas pessoas gostam de pombas e as tem como animais de estimação, porém existem aquelas pessoas que apenas gostam de alimentar essas aves nas praças, jardins e até em seus próprios quintais. Porém, o ideal é deixar com que as pombas se virem sozinhas para se alimentar, assim ocorrerá naturalmente uma diminuição no número de indivíduos.

É importante salientar que sim, o contato direto com elas é perigoso e não podemos deixar de vestir a carapuça de culpados pelo desequilíbrio populacional dessa ave, pois, infelizmente vivemos em meio ao lixo que produzimos, proporcionando um ambiente muito favorável para elas.

Agora, o caso das pombas é um caso de uma praga facilmente visível, mas, e quanto aos ratos, que também tem comida abundante, também em função do lixo que produzimos, também transmitem doenças, mas a única diferença é que não os vemos todos os dias!

Portanto, temos que fazer melhor nossa parte no que se refere ao lixo que produzimos e seu destino, porque o aumento ou diminuição do número de pombas ou de ratos só depende de nós.


Mas aí para finalizar você me pergunta: Por que o título do post é “A corajosa pomba”? Bem, você já percebeu o quão em cima da hora as pombas deixam para sair da frente de um carro que vem em sua direção? Então!

domingo, 5 de junho de 2016

Sabendo mais sobre os cavalos!


O cavalo, do latim Caballu, é membro da mesma família dos asnos e das zebras, os equinos, e foi introduzido no Brasil em 1534, na vila de São Vicente.

Ele é herbívoro e não tem outra arma além dos cascos, a fêmea tem um filho chamado potro por gestação, e essa dura 11 meses.
Um cavalo pode viver em média 25 anos, porem já foi registrado um cavalo que chegou aos 40.

Hoje em dia, os cavalos são perfeitamente adaptados a diversas atividades, como corridas, o pólo, provas de equitação, de ensino e também na equoterapia, utilizada na recuperação motora de deficientes físicos.

Eles usam uma elaborada linguagem corporal para se comunicar uns com os outros, a qual os humanos podem aprender a compreender para melhorar a convivência com esses animais.

O cavalo teve durante muito tempo um papel importante no transporte, sendo muito utilizado como montaria, puxando carruagens, carroças, diligencias ou até bondes, além de ser utilizado também para trabalhos agrícolas, para arar a terra etc.

No Brasil colônia, era tão grande o número de mulas que o rei proibiu o acasalamento de jumentos e éguas, o que estava impedindo a multiplicação de cavalos utilizados por Portugal na colonização da África no século XVII.

O grau de desgaste na dentição pode indicar a idade do animal e um grande casco envolve totalmente o único dedo em que termina cada perna do cavalo, e esse casco pode pesar até 500g.

A raça mais rápida de cavalo é o famoso puro sangue inglês, que alcança a incrível média de 60 km/h.

Hoje em dia existe uma grande preocupação por parte de entidades de proteção de animais com referência aos cavalos, pois muitos ainda são utilizados para puxar carroças, que na maioria das vezes estão com excesso de peso, prejudicando muito a saúde do animal.

É bom saber e principalmente fazer saber que, os animais também têm direitos e no caso de maus tratos, além de multa, recolhimento do animal, dependendo do caso o proprietário pode até ser preso.


Como podemos observar, os cavalos fazem parte da história da evolução do homem, são animais maravilhosos, e por isso se faz muito importante o respeito para com esses animais.

Obrigado pela leitura.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Um planeta vivo


Planeta Terra é o nome dele, mas, esta pequena bola em que vivemos e que orbita uma pequena estrela chamada Sol, poderia perfeitamente ter o nome de Planeta Água, porque esta é bem mais abundante que terra firme, ou ainda chamar-se Planeta Vivo, veja o porquê:

Além de estar o planeta em que vivemos em plena transformação externa, seja naturalmente seja por ações do homem, ele também neste exato momento está sofrendo enormes modificações internamente.

Ocorre que, além das transformações visíveis, como por exemplo nas florestas, no seu relevo e nos mares, fora de nossa visão, mas logo abaixo dos nossos pés existe uma dinâmica incrível de acontecimentos.

Desde que a terra foi formada, à aproximadamente 4,5 bilhões de anos, ela vem se transformando, no início ela era formada de materiais em forma líquida e com altas temperaturas, mas com o passar do tempo a Terra foi esfriando de fora para dentro.

Porém, ainda existe uma quantidade imensa de material em estado líquido em movimento nas camadas mais internas do planeta chamado de magma, que quando escapa para a superfície recebe o nome de lava, que é aquele material que vemos sendo expelido por vulcões em atividade.

Esse magma que está em profundidade, extravasa porque está submetido a pressões e temperaturas altíssimas, e assim que a placa rígida que conhecemos como crosta terrestre sofre uma ruptura, aquele material tende a escapar por ela, evento que é conhecido como vulcanismo.

A atividade vulcânica pode ocorrer também no solo oceânico, podendo formar ilhas em meio a oceanos, como por exemplo o Havaí ou Açores, e podem ocorrer também nos continentes, formando montanhas como a Vesúvio, na Itália ou a Santa Helena nos EUA.

O material expelido por um vulcão é constituído por lava, gases e cinzas, e geralmente em grande quantidade, tanto que as vezes os espaços aéreos de vários países precisaram ser fechados devido a erupção de um único vulcão.

Interessante saber a diferença entre um vulcão inativo, que é aquele que há muito tempo não entra em erupção, mas ainda pode entrar, e um vulcão extinto que é aquele que não deve mais entrar em atividade.

A geologia é a ciência natural que estuda as propriedades e os processos que deram e dão forma ao planeta Terra, e o desconhecimento dessa dinâmica terrestre pode resultar em prejuízos muitas vezes irreparáveis para a natureza e em geral para a espécie humana. Afinal, quem nunca ouviu falar do caso da cidade de Pompéia, na Itália, onde por causa de um vulcão que entrou em atividade, aproximadamente 16 mil pessoas morreram.

A imensa quantidade de informações existentes hoje em dia, mostra o ecossistema Terra suscetível às transformações que muitas vezes tiveram como resultado extinções em massa de animais e vegetais, causadas por mudanças climáticas drásticas ocasionadas por processos internos e externos.

O que se espera em geral é que o homem possa diminuir sua interferência nas características naturais da Terra, pelo menos na parte externa, pois na parte interna ela nunca exercerá controle. 
Afinal de contas, acho que já deu tempo de perceber que em um embate Homem versus Natureza, a natureza pode até perder algumas batalhas, mas com certeza a guerra ela vencerá.

Para quem quiser saber de uma forma bem simples como funcionam alguns sinais de atividade interna do planeta e também conhecer um pouco sobre como é a dinâmica da erupção de um vulcão, sugiro um filme de 1997 que se chama O Inferno de Dante, que se não for passar hoje na sessão da tarde, você pode assistir pela internet, vale a pena.

Obrigado pela sua leitura.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

A Bolacha do mar! ...Ou seria Biscoito do mar?


A bolacha do mar, (Mellita quinquiesperforata), tem esse nome devido à forma de seu corpo, que é arredondado e também achatado, e é um animal que faz parte de um grupo chamado de equinodermos, (echinos = “espinho”; derma = “pele”), ao qual pertencem também os ouriços e as estrelas-do-mar.

Algumas das principais características deste grupo são, possuir um esqueleto calcário interno, não possuírem cabeça e não possuírem cérebro, mas, são os espinhos a característica mais marcante desses animais, já que para eles os espinhos não servem só para a defesa, servem também para a locomoção.

Além dos espinhos, existem também os pés ambulacrais, que são estruturas presentes entre os espinhos só que mais maleáveis, utilizadas também como órgãos sensoriais.  Através de um sistema interno chamado de ambulacrário, a pressão da agua é controlada e assim as duas estruturas, os espinhos e os pés ambulacrais são movimentadas proporcionando a locomoção do animal.

A bolacha do mar pode ser encontrada nos EUA, e por toda a costa da América Central e do Sul, vive geralmente enterrada na areia das praias em rasa profundidade, por isso é que aqueles que se deparam com elas nas praias geralmente as percebem quando estas estão se movimentando já embaixo dos pés do banhista, causando uma sensação de formigamento.

A boca da bolacha do mar fica na parte ventral do animal e é composta por uma estrutura de cinco dentes mastigadores, sua alimentação é formada em geral por partículas orgânicas retiradas da região onde vivem.
Os principais predadores da bolacha do mar são alguns peixes, aves, caranguejos e alguns mamíferos.

As fendas no corpo da bolacha do mar são para que durante a correnteza a água possa passar e não partir o corpo dela.
As diferenças entre os sexos desse animal não existem externamente, e sua reprodução ocorre através de fecundação externa, ou seja, no meio ambiente, processo esse que dará origem a um ovo e posteriormente uma larva.

Pesquisas feitas em algumas praias do nordeste do Brasil à alguns anos, comprovaram que a maior incidência de bolachas do mar em certas regiões estava relacionada diretamente à quantidade de nutrientes no ambiente, principalmente áreas próximas onde desaguam rios e canais.

Recentemente em uma visita que fiz a uma praia do litoral sul de são Paulo, presenciei uma enorme quantidade de bolachas do mar como jamais tinha visto. Não era possível andar dentro do mar sem esbarrar com elas.

Provavelmente isso acontecia por dois motivos, estar eu em uma região próxima a canais que desembocavam na praia e também porque talvez acontecia naquele momento uma etapa da reprodução desse animal, já que, quando uma fêmea começa o processo de liberação de óvulos, as outras fêmeas são estimuladas a se juntarem e a fazerem o mesmo, atraindo também os machos para a liberação dos espermatozoides. 

Foi esta experiência que me incentivou a escrever sobre este curioso animal marinho, a bolacha do mar. Ou será biscoito? Rs.  

sábado, 12 de março de 2016

O Peixe diabo-negro




Sabia que o homem atualmente conhece mais do espaço do que das profundezas dos oceanos do nosso planeta?

Regiões conhecidas como zonas abissais oceânicas, são aquelas que compreendem profundidades entre 2.000 e 6.000 m, ou seja, regiões de abismo onde a luz não consegue chegar fazendo assim com que a quantidade de seres viventes nessas profundidades e a quantidade de alimento sejam menores que nas regiões mais rasas e com incidência de alguma luz.

Além disso existem ainda as fossas abissais, que são fendas no solo oceânico em que as profundidades podem chegar a 11.000 m. Isso explica o porquê de o homem conhecer pouco ou quase nada dessas regiões, ele não consegue chegar lá devido à grande pressão exercida pela água.

Foi na zona abissal que foi descoberto o Peixe diabo-negro (Melanocetus johnsonii), criatura essa que pode habitar todos os oceanos, mas que só foi filmada em seu habitat pela primeira vez em 2014 e por equipamentos supermodernos.

Essa espécie de peixe foi bem representada no desenho Procurando Nemo, cena em que os peixinhos eram atraídos para a frente da boca gigante e cheia de dentes desse peixe através de uma bioluminescência presente na ponta de uma estrutura que saía da cabeça, um tipo de apêndice, estrutura essa parecida com uma vara de pescar, que se pensarmos bem é exatamente isso que ela é. Por sorte, o pai do Nemo e a Dori conseguiram escapar, senão o desenho acabava ali mesmo, rs.

Algumas das características dos peixes abissais é que eles são carnívoros, em função de não haver algas por ali, além de possuírem olhos muito grandes ou não possuírem, devido justamente a falta de luz.

Uma característica interessante do Peixe diabo-negro é o seu dimorfismo sexual, ou seja, a diferença entre machos e fêmeas. Enquanto as fêmeas medem em torno de 16 a 20 cm, os machos são bem menores, medindo em torno de 3 cm e, para que ele possa acompanhar a fêmea, ele a morde na barriga e fica preso ali como um parasita, tática essa sendo muito útil também na época de reprodução, já que ele estará sempre por ali.

Conforme a tecnologia evolui, mais o homem vai conseguindo explorar regiões como essas onde se pensava não existir vida. Outras espécies já foram descobertas nas zonas abissais além do Peixe diabo-negro, como o Peixe víbora-abissal (Chauliodus sloani) e o Peixe ogro (Anoplogaster cornuta), além de outros.

Acho que em se tratando de vida marinha, vale a ideia de que quanto mais evoluímos, tanto tecnologicamente quanto como seres humanos, mais descobrimos que na verdade nada sabemos.

domingo, 6 de março de 2016

As simpáticas Joaninhas



Os Insetos da ordem coleóptera são aqueles que tem como principal característica um par de asas externas rígidas, como que um escudo, e por baixo dessas, um par de asas membranosas e bem mais delicadas.   

Esses animais podem ser encontrados em quase todos os habitats terrestres e sua alimentação pode variar dependendo da espécie. Alguns são predadores pois se alimentam de outros animais, outros se alimentam de vegetais com tecidos vivos ou mortos e alguns são parasitas.

Dentre esses insetos, que compreendem a maior ordem de animais já descrita com mais de 350.000 espécies, os mais conhecidos são os besouros, os vagalumes e as joaninhas. Essa última, possui 4.500 espécies catalogadas e das mais variadas cores, e é bem mais aceita pelas pessoas principalmente pela beleza dos desenhos em sua estrutura externa.

Elas podem medir de 1 a 10 mm e vivem em torno de 180 dias, possuem duas antenas que são órgãos sensoriais utilizados para procurar alimento, parceiro sexual e para dar noção espacial.

As joaninhas são insetos do tipo predadores, pois se alimentam de pulgões, mosca da fruta e piolhos da folha, entre outros. A maioria desses é nociva para as plantas, assim as joaninhas são consideradas pelos agricultores como benéficas e são utilizadas como controle biológico sempre que necessário.

Note que no meu post anterior, que tratava sobre as formigas, pode ser observado que algumas formigas protegem os pulgões nas plantas para que se beneficiem de uma substância por eles liberada, portanto, formigas e joaninhas são concorrentes diretos porque lutam pelos pulgões.

As joaninhas também são associadas à boa sorte pela crença popular em vários lugares, e por isso, hoje em dia muitas coisas são decoradas com as cores das joaninhas, como roupas, decoração de festa infantil, tapetes e até pintura de unhas de algumas mulheres. Que o diga minha prima Keli Haro Beneton, que é apaixonada pelo tema joaninha e acho que se pudesse, teria até um carro vermelho com bolinhas pretas. Rs.

Elas são conhecidas em inglês como “Ladybug”, e em espanhol são chamadas de “Mariquita”.


Não é comum que se tenha medo desse inseto por ele ser pequeno e possuir desenhos bonitos. Porém, deixe entrar um besouro grande e preto pela sua janela, sem aquelas cores bonitinhas como a joaninha para ver se não vai sair gente correndo para todo lado..., mas, se aparecer, lembre-se: ele é primo da joaninha e ela não gostaria que você o matasse. Se possível, retire-o do local e seja feliz!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O fantástico mundo das formigas


Segundo os pesquisadores, existem no mundo todo cerca de 8.000 espécies de formigas, que estão distribuídas por todos os continentes, com exceção apenas dos pólos.
No Brasil são cerca de 2.000 espécies, e um dos fatores que contribuem para essa quantidade, é a grande diversidade de material vegetal que possui nosso país.

As formigas que são consideradas nocivas para as plantas ornamentais, flores e para jardins são chamadas de formigas cortadeiras, pois tem o hábito de cortar e transportar pequenos pedaços de folhas para dentro de seus ninhos, são elas as saúvas (gênero Atta) e as quenquéns (gênero Acromyrmex), que podem ser encontradas tanto no campo quanto na zona urbana.

São no Brasil 10 espécies de saúvas e 29 espécies de quenquéns, elas são diferenciadas pela morfologia externa e também pelos aspectos dos ninhos.
As saúvas medem de 12 a 15 mm de comprimento e tem seus formigueiros grandes e de terra solta, enquanto as quenquéns medem de 8 a 10 mm e seus formigueiros são pequenos.
Os formigueiros são formados da terra que elas retiram do solo para fazerem as câmaras subterrâneas onde residirão.

Já outra espécie de formiga, chamada de lava-pés, são aquelas que picam dolorosamente, e também são mais comuns nos jardins e em locais com sol pleno. Os ninhos destas são pequenos e chamados de murundus, dos quais quando mexidos saem milhares de formigas ao mesmo tempo.

O problema de receber uma picada dessas formigas é que muitas pessoas são alérgicas ao veneno, podendo ser ocasionado um choque anafilático (reação alérgica e violenta a uma substancia qualquer).

As formigas são consideradas insetos sociais, pois, cada uma tem sua função na comunidade que habita, suas colônias são compostas de muitas operárias de vários tamanhos que cavam o ninho, coletam o alimento, cuidam das crias da rainha, dos ovos, larvas e pupas. Os machos são chamados de bitus, as fêmeas de tanajuras ou iças, que alados são reprodutores e ocorrem geralmente nas épocas mais quentes do ano.
Cada fêmea alada sai do ninho e pode acasalar com 8 machos, após essa etapa o macho morre e a fêmea encontra um local favorável para formar um novo sauveiro, onde após cortar suas asas, ela faz um buraco no solo para iniciar a colônia botando ovos pelo resto de sua vida.

Existem também algumas formigas que se associam a insetos sugadores de seiva, são aquelas que geralmente são vistas caminhando sobre plantas e sem uma intenção definida, isso ocorre porque deve haver algum inseto sugador infestando a planta, como os pulgões, cigarrinhas e moscas brancas, que liberam pelo ânus uma substância açucarada e que atrai as formigas, elas então em troca desse néctar protegem os insetos de seus inimigos naturais.

Algumas curiosidades:

O estudo de formigas chama-se mirmecologia e elas são seres tão interessantes que os cientistas criam formigueiros em laboratórios para estuda-las.

As formigas não levam as folhas cortadas para dentro do ninho para come-las, elas estocam o vegetal em câmaras, onde cresce um fungo que se alimenta dessas folhas, e aí está o alimento das formigas, o fungo.

As formigas cortadeiras podem em uma única noite desfolhar uma arvore inteira de grande porte.

Se você tem problemas com formigas aí vão algumas dicas para combate-las:
Use um cone invertido no tronco da planta, pode ser de plástico, lata ou borracha e coloque graxa na parte interna do cone.

Existe uma crença de que se passar cal no tronco da árvore as formigas não sobem, isso não funciona.

Uma dica é plantar no seu jardim espécies que não sejam atraentes para formigas como mamona e gergelim, além de as chamadas espatódeas, que tem folhas de cores vermelha ou abóbora e são muito vistosas, pode surtir algum resultado pois estas são toxicas para o fungo de que elas se alimentam.

Quanto a eliminação de formigas quando estas viram pragas, pode-se utilizar inseticidas líquidos, fumaça toxica ou formicida em pó, mas isso deve ser utilizado somente se houver extrema necessidade, ou por uma empresa especializada, pois existem alternativas não toxicas e não poluentes para a eliminação desses insetos.

É bom lembrar que qualquer controle indiscriminado que se faça pode alterar o equilíbrio do meio ambiente, pois as formigas também têm seu papel no controle biológico de algumas pragas e de outras espécies de formigas.


Enfim, muitas são as espécies de animais que dão exemplos de como deve ser a vida em uma sociedade em que tudo funcione em prol de todos os seus membros e consequentemente da continuidade da espécie, as formigas são um belo exemplo disso, bastasse o ser humano aprender mais com outros seres com quem divide o planeta que já seria um pouquinho melhor o mundo em que vivemos hoje.