sábado, 20 de agosto de 2016

As importantes minhocas!


A minhoca é um dos principais representantes de um grupo de animais conhecido como anelídeos, onde também fazem parte a sanguessuga e os poliquetas. A principal característica desse grupo é possuir o corpo cilíndrico e formado por anéis, chamados de metâmeros.

Existem mais de seis mil espécies de minhocas que habitam todo o mundo, fertilizando os solos onde vivem através de suas fezes que são ricas em nutrientes, e conhecida como húmus.

Além de adubarem o solo, as minhocas propiciam o arejamento da terra através dos buracos que fazem para se locomover, e essa locomoção só é possível porque elas possuem em seu corpo um tipo de muco que facilita esse deslocamento.

Portanto, a simples presença de minhocas num determinado local, garante uma boa qualidade do solo para as plantas que ali vivem, sendo elas de pequeno ou grande porte. Além disso, as minhocas também servem de alimento para vários animais, como as aves, as rãs e os peixes.

Esse animal é hermafrodita, ou seja, uma única minhoca possui os sistemas reprodutores masculino e feminino, e a reprodução é do tipo cruzada, ocorrendo somente entre duas minhocas.

Após depositarem os espermatozoides uma na outra, ocorre a fecundação dos óvulos das duas minhocas, e todo o processo desde o cruzamento até o nascimento de novas minhocas dura em média 21 dias, onde de cada minhoca, irão nascer em torno de 10 novas minhoquinhas.

A respiração das minhocas é cutânea, ou seja, feita através da pele, e é comum quando chove muito em uma determinada região com o solo bem permeável, que as minhocas saiam para a superfície para poderem respirar.

Agora, como será que a minhoca se alimenta? Ela tem boca? E dentes? Como diz aquele desenho famoso com as crianças, O show da Luna.... Eu quero saber! Rs.

Bem, as minhocas possuem boca sim, que é um pequeno orifício onde simplesmente deslizam para dentro minúsculas partículas de terra e alimentos, que serão triturados por uma moela e posteriormente serão absorvidos os nutrientes ali presentes. Sendo assim, a resposta é não, as minhocas não têm dentes, são banguelas mesmo.

Algumas pessoas, principalmente aquelas que possuem muitos vasos de plantas, possuem em suas casas minhocários, que geralmente são caixas plásticas onde fazem o processo de compostagem utilizando as minhocas. 

Esse processo utiliza restos de alimentos específicos, como cascas de algumas frutas não ácidas, restos de vegetais, terra, areia e até borras de café. As borras de café servem de repelente para alguns micro-organismos danosos ao solo e servem também como retentores de umidade, que é muito importante para o sucesso do minhocário.

Todo esse material costuma ir direto para o lixo, mas quando se monta um minhocário o que se tem após mais ou menos 50 dias é um adubo rico em nutrientes, que pode ser utilizado em plantas da própria residência ou até em árvores da região onde a pessoa reside.

Vale ressaltar ainda, que possuir um minhocário significa reduzir a quantidade de lixo produzido e descartado diariamente das nossas casas.


Então, bora lá? Montar um minhocário?

sábado, 2 de julho de 2016

O Urso Polar


O urso polar, (Thalarctos maritimus), é um animal que vive na calota polar ártica e nas costas setentrionais da América, Ásia e Europa.

Essa espécie de urso é uma das maiores que existe, podendo superar os dois metros de comprimento e pesar mais de 700 quilos. Mas, mesmo com esse tamanho e peso todos ele consegue se deslocar com estrema facilidade.

A presença de membranas entre os dedos dos pés alongados e uma grande quantidade de gordura no corpo que lhe protege do frio, permitem que ele boie na água e o transforma em um exímio nadador.
A velocidade alcançada enquanto ele nada é de apenas 4km/h, porém, ele compensa essa lentidão podendo passar várias horas nadando.

Observando com atenção podemos verificar que muitos dos ursos brancos na verdade apresentam uma cor amarelo claro na pelagem, isso pode ocorrer porque algas costumam crescer entre seus pelos e assim dão essa tonalidade diferente.

Por debaixo da pelagem, a pele do urso polar é escura, justamente para poder absorver o pouco de calor que ele pode receber de raios solares.

Os ursos polares costumam formar pequenos grupos de três indivíduos, por isso, machos e femeas vivem separados, se encontrando somente na primavera, época de acasalamento.
A fêmea costuma construir uma toca para ter seus filhotes, que podem ser de um a três após uma gestação que dura de 6 a 8 meses.

A alimentação do urso polar é formada basicamente por focas, algumas aves e peixes, como o salmão e o bacalhau. As focas contêm um nível alto de vitamina A em sua gordura, que seria tóxica para o ser humano, mas o fígado dos ursos é bem resistente e processa esse alimento com facilidade.

Em países como a Dinamarca, Noruega, Canadá e Estados Unidos, o urso polar é protegido por lei e, portanto, foi proibida a caça esportiva.  Exceção feita apenas aos esquimós e indígenas que vivem em regiões inóspitas e que caçam apenas para se alimentar.

Por ser um animal que nós brasileiros pouco conhecemos principalmente em função de ele não fazer parte da nossa fauna, e também por viverem em uma região com baixo número de seres humanos, podemos achar que os ursos polares não são afetados pelas nossas ações, mas, a realidade não é essa. 

Segundo estudos, as focas de que eles se alimentam andam comendo peixes contaminados, pois, alguns testes revelaram altos níveis de substâncias químicas e pesticidas nos ursos polares, causando uma desordem reprodutiva.
Portanto, esse é mais um caso de uma espécie animal de vida livre que sofre com as ações humanas, o que realmente é lamentável.

Aqui no Brasil é possível ver de perto um casal de urso polar, eles ficam no aquário de São Paulo, situado na cidade de São Paulo no bairro do Ipiranga.

Eles fazem parte de um projeto de preservação e reprodução, onde cientistas chegaram à conclusão que o recinto onde eles ficavam na Rússia não era mais adequado para o sucesso do projeto, assim houve um acordo com cientistas brasileiros para que o casal viesse morar no Brasil, onde havia um recinto disponível e melhor do que aquele em que os ursos viviam.

Seria interessante o nascimento de um filhote por aqui. Já imaginou um urso polar brasileiro? Apesar de que o ideal seria não precisar trabalhar a reprodução de animais em cativeiro para garantir a sobrevivência da espécie.


Tomara um dia isso mude.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A "corajosa" pomba!


A pomba, (Columba lívia), é originária da Ásia e foi domesticada há mais de 5 mil anos, sendo introduzida no Brasil no século XVI pelos portugueses.
Essa ave logo se adaptou por aqui, pois se alimentava com os restos de comida e sementes que encontrava nas cidades, fato esse que continua atual.

Existe uma grande variação nas cores das pombas, mas em geral o macho e a fêmea são muito semelhantes, dificultando sua identificação. Seu peso gira em torno de 350g, sua altura em média é de 15cm e seu comprimento é de aproximadamente 25cm.

Um casal de pombos quando se forma fica junto para sempre, e a cada ano após 19 dias de encubação dos ovos, podem ter de cinco a dez filhotes.

Existe um ditado popular que diz que pombas são como ratos com asas, e isso se diz porque a pomba se transformou em uma praga urbana perigosa para a saúde do homem, podendo causar muitas doenças como a toxoplasmose, salmonela, candidíase e alergias, além de carregarem pulgas, piolhos e ácaros.

Outros problemas que podem ser causados pelas pombas são, danos à monumentos públicos, danos em madeiras de telhados e queimaduras em pinturas de carros, isso porque suas fezes são acidas e corroem muitos tipos de materiais.

A pomba tem predadores naturais, são as aves de rapina, como o gavião ou o falcão por exemplo, mas outro problema que também contribui para o descontrole populacional dos pombos, é que com a quantidade cada vez menor de áreas verdes nas cidades, menor é a incidência dessas aves que poderiam predar os pombos.

Em alguns países o controle populacional de pombos é feito com anticoncepcionais ministrados junto com o alimento, dado propositalmente, e a alimentação de pombos em parques públicos por turistas é proibida.

Muitas pessoas gostam de pombas e as tem como animais de estimação, porém existem aquelas pessoas que apenas gostam de alimentar essas aves nas praças, jardins e até em seus próprios quintais. Porém, o ideal é deixar com que as pombas se virem sozinhas para se alimentar, assim ocorrerá naturalmente uma diminuição no número de indivíduos.

É importante salientar que sim, o contato direto com elas é perigoso e não podemos deixar de vestir a carapuça de culpados pelo desequilíbrio populacional dessa ave, pois, infelizmente vivemos em meio ao lixo que produzimos, proporcionando um ambiente muito favorável para elas.

Agora, o caso das pombas é um caso de uma praga facilmente visível, mas, e quanto aos ratos, que também tem comida abundante, também em função do lixo que produzimos, também transmitem doenças, mas a única diferença é que não os vemos todos os dias!

Portanto, temos que fazer melhor nossa parte no que se refere ao lixo que produzimos e seu destino, porque o aumento ou diminuição do número de pombas ou de ratos só depende de nós.


Mas aí para finalizar você me pergunta: Por que o título do post é “A corajosa pomba”? Bem, você já percebeu o quão em cima da hora as pombas deixam para sair da frente de um carro que vem em sua direção? Então!

domingo, 5 de junho de 2016

Sabendo mais sobre os cavalos!


O cavalo, do latim Caballu, é membro da mesma família dos asnos e das zebras, os equinos, e foi introduzido no Brasil em 1534, na vila de São Vicente.

Ele é herbívoro e não tem outra arma além dos cascos, a fêmea tem um filho chamado potro por gestação, e essa dura 11 meses.
Um cavalo pode viver em média 25 anos, porem já foi registrado um cavalo que chegou aos 40.

Hoje em dia, os cavalos são perfeitamente adaptados a diversas atividades, como corridas, o pólo, provas de equitação, de ensino e também na equoterapia, utilizada na recuperação motora de deficientes físicos.

Eles usam uma elaborada linguagem corporal para se comunicar uns com os outros, a qual os humanos podem aprender a compreender para melhorar a convivência com esses animais.

O cavalo teve durante muito tempo um papel importante no transporte, sendo muito utilizado como montaria, puxando carruagens, carroças, diligencias ou até bondes, além de ser utilizado também para trabalhos agrícolas, para arar a terra etc.

No Brasil colônia, era tão grande o número de mulas que o rei proibiu o acasalamento de jumentos e éguas, o que estava impedindo a multiplicação de cavalos utilizados por Portugal na colonização da África no século XVII.

O grau de desgaste na dentição pode indicar a idade do animal e um grande casco envolve totalmente o único dedo em que termina cada perna do cavalo, e esse casco pode pesar até 500g.

A raça mais rápida de cavalo é o famoso puro sangue inglês, que alcança a incrível média de 60 km/h.

Hoje em dia existe uma grande preocupação por parte de entidades de proteção de animais com referência aos cavalos, pois muitos ainda são utilizados para puxar carroças, que na maioria das vezes estão com excesso de peso, prejudicando muito a saúde do animal.

É bom saber e principalmente fazer saber que, os animais também têm direitos e no caso de maus tratos, além de multa, recolhimento do animal, dependendo do caso o proprietário pode até ser preso.


Como podemos observar, os cavalos fazem parte da história da evolução do homem, são animais maravilhosos, e por isso se faz muito importante o respeito para com esses animais.

Obrigado pela leitura.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Um planeta vivo


Planeta Terra é o nome dele, mas, esta pequena bola em que vivemos e que orbita uma pequena estrela chamada Sol, poderia perfeitamente ter o nome de Planeta Água, porque esta é bem mais abundante que terra firme, ou ainda chamar-se Planeta Vivo, veja o porquê:

Além de estar o planeta em que vivemos em plena transformação externa, seja naturalmente seja por ações do homem, ele também neste exato momento está sofrendo enormes modificações internamente.

Ocorre que, além das transformações visíveis, como por exemplo nas florestas, no seu relevo e nos mares, fora de nossa visão, mas logo abaixo dos nossos pés existe uma dinâmica incrível de acontecimentos.

Desde que a terra foi formada, à aproximadamente 4,5 bilhões de anos, ela vem se transformando, no início ela era formada de materiais em forma líquida e com altas temperaturas, mas com o passar do tempo a Terra foi esfriando de fora para dentro.

Porém, ainda existe uma quantidade imensa de material em estado líquido em movimento nas camadas mais internas do planeta chamado de magma, que quando escapa para a superfície recebe o nome de lava, que é aquele material que vemos sendo expelido por vulcões em atividade.

Esse magma que está em profundidade, extravasa porque está submetido a pressões e temperaturas altíssimas, e assim que a placa rígida que conhecemos como crosta terrestre sofre uma ruptura, aquele material tende a escapar por ela, evento que é conhecido como vulcanismo.

A atividade vulcânica pode ocorrer também no solo oceânico, podendo formar ilhas em meio a oceanos, como por exemplo o Havaí ou Açores, e podem ocorrer também nos continentes, formando montanhas como a Vesúvio, na Itália ou a Santa Helena nos EUA.

O material expelido por um vulcão é constituído por lava, gases e cinzas, e geralmente em grande quantidade, tanto que as vezes os espaços aéreos de vários países precisaram ser fechados devido a erupção de um único vulcão.

Interessante saber a diferença entre um vulcão inativo, que é aquele que há muito tempo não entra em erupção, mas ainda pode entrar, e um vulcão extinto que é aquele que não deve mais entrar em atividade.

A geologia é a ciência natural que estuda as propriedades e os processos que deram e dão forma ao planeta Terra, e o desconhecimento dessa dinâmica terrestre pode resultar em prejuízos muitas vezes irreparáveis para a natureza e em geral para a espécie humana. Afinal, quem nunca ouviu falar do caso da cidade de Pompéia, na Itália, onde por causa de um vulcão que entrou em atividade, aproximadamente 16 mil pessoas morreram.

A imensa quantidade de informações existentes hoje em dia, mostra o ecossistema Terra suscetível às transformações que muitas vezes tiveram como resultado extinções em massa de animais e vegetais, causadas por mudanças climáticas drásticas ocasionadas por processos internos e externos.

O que se espera em geral é que o homem possa diminuir sua interferência nas características naturais da Terra, pelo menos na parte externa, pois na parte interna ela nunca exercerá controle. 
Afinal de contas, acho que já deu tempo de perceber que em um embate Homem versus Natureza, a natureza pode até perder algumas batalhas, mas com certeza a guerra ela vencerá.

Para quem quiser saber de uma forma bem simples como funcionam alguns sinais de atividade interna do planeta e também conhecer um pouco sobre como é a dinâmica da erupção de um vulcão, sugiro um filme de 1997 que se chama O Inferno de Dante, que se não for passar hoje na sessão da tarde, você pode assistir pela internet, vale a pena.

Obrigado pela sua leitura.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

A Bolacha do mar! ...Ou seria Biscoito do mar?


A bolacha do mar, (Mellita quinquiesperforata), tem esse nome devido à forma de seu corpo, que é arredondado e também achatado, e é um animal que faz parte de um grupo chamado de equinodermos, (echinos = “espinho”; derma = “pele”), ao qual pertencem também os ouriços e as estrelas-do-mar.

Algumas das principais características deste grupo são, possuir um esqueleto calcário interno, não possuírem cabeça e não possuírem cérebro, mas, são os espinhos a característica mais marcante desses animais, já que para eles os espinhos não servem só para a defesa, servem também para a locomoção.

Além dos espinhos, existem também os pés ambulacrais, que são estruturas presentes entre os espinhos só que mais maleáveis, utilizadas também como órgãos sensoriais.  Através de um sistema interno chamado de ambulacrário, a pressão da agua é controlada e assim as duas estruturas, os espinhos e os pés ambulacrais são movimentadas proporcionando a locomoção do animal.

A bolacha do mar pode ser encontrada nos EUA, e por toda a costa da América Central e do Sul, vive geralmente enterrada na areia das praias em rasa profundidade, por isso é que aqueles que se deparam com elas nas praias geralmente as percebem quando estas estão se movimentando já embaixo dos pés do banhista, causando uma sensação de formigamento.

A boca da bolacha do mar fica na parte ventral do animal e é composta por uma estrutura de cinco dentes mastigadores, sua alimentação é formada em geral por partículas orgânicas retiradas da região onde vivem.
Os principais predadores da bolacha do mar são alguns peixes, aves, caranguejos e alguns mamíferos.

As fendas no corpo da bolacha do mar são para que durante a correnteza a água possa passar e não partir o corpo dela.
As diferenças entre os sexos desse animal não existem externamente, e sua reprodução ocorre através de fecundação externa, ou seja, no meio ambiente, processo esse que dará origem a um ovo e posteriormente uma larva.

Pesquisas feitas em algumas praias do nordeste do Brasil à alguns anos, comprovaram que a maior incidência de bolachas do mar em certas regiões estava relacionada diretamente à quantidade de nutrientes no ambiente, principalmente áreas próximas onde desaguam rios e canais.

Recentemente em uma visita que fiz a uma praia do litoral sul de são Paulo, presenciei uma enorme quantidade de bolachas do mar como jamais tinha visto. Não era possível andar dentro do mar sem esbarrar com elas.

Provavelmente isso acontecia por dois motivos, estar eu em uma região próxima a canais que desembocavam na praia e também porque talvez acontecia naquele momento uma etapa da reprodução desse animal, já que, quando uma fêmea começa o processo de liberação de óvulos, as outras fêmeas são estimuladas a se juntarem e a fazerem o mesmo, atraindo também os machos para a liberação dos espermatozoides. 

Foi esta experiência que me incentivou a escrever sobre este curioso animal marinho, a bolacha do mar. Ou será biscoito? Rs.  

sábado, 12 de março de 2016

O Peixe diabo-negro




Sabia que o homem atualmente conhece mais do espaço do que das profundezas dos oceanos do nosso planeta?

Regiões conhecidas como zonas abissais oceânicas, são aquelas que compreendem profundidades entre 2.000 e 6.000 m, ou seja, regiões de abismo onde a luz não consegue chegar fazendo assim com que a quantidade de seres viventes nessas profundidades e a quantidade de alimento sejam menores que nas regiões mais rasas e com incidência de alguma luz.

Além disso existem ainda as fossas abissais, que são fendas no solo oceânico em que as profundidades podem chegar a 11.000 m. Isso explica o porquê de o homem conhecer pouco ou quase nada dessas regiões, ele não consegue chegar lá devido à grande pressão exercida pela água.

Foi na zona abissal que foi descoberto o Peixe diabo-negro (Melanocetus johnsonii), criatura essa que pode habitar todos os oceanos, mas que só foi filmada em seu habitat pela primeira vez em 2014 e por equipamentos supermodernos.

Essa espécie de peixe foi bem representada no desenho Procurando Nemo, cena em que os peixinhos eram atraídos para a frente da boca gigante e cheia de dentes desse peixe através de uma bioluminescência presente na ponta de uma estrutura que saía da cabeça, um tipo de apêndice, estrutura essa parecida com uma vara de pescar, que se pensarmos bem é exatamente isso que ela é. Por sorte, o pai do Nemo e a Dori conseguiram escapar, senão o desenho acabava ali mesmo, rs.

Algumas das características dos peixes abissais é que eles são carnívoros, em função de não haver algas por ali, além de possuírem olhos muito grandes ou não possuírem, devido justamente a falta de luz.

Uma característica interessante do Peixe diabo-negro é o seu dimorfismo sexual, ou seja, a diferença entre machos e fêmeas. Enquanto as fêmeas medem em torno de 16 a 20 cm, os machos são bem menores, medindo em torno de 3 cm e, para que ele possa acompanhar a fêmea, ele a morde na barriga e fica preso ali como um parasita, tática essa sendo muito útil também na época de reprodução, já que ele estará sempre por ali.

Conforme a tecnologia evolui, mais o homem vai conseguindo explorar regiões como essas onde se pensava não existir vida. Outras espécies já foram descobertas nas zonas abissais além do Peixe diabo-negro, como o Peixe víbora-abissal (Chauliodus sloani) e o Peixe ogro (Anoplogaster cornuta), além de outros.

Acho que em se tratando de vida marinha, vale a ideia de que quanto mais evoluímos, tanto tecnologicamente quanto como seres humanos, mais descobrimos que na verdade nada sabemos.