segunda-feira, 13 de abril de 2015

Os simpáticos pinguins


No período em que trabalhei no zoológico de São Paulo, tive a oportunidade de interagir com algumas espécies de animais que poderíamos dizer que são simpáticas. O pinguim foi um caso desses, “observe a pose de um deles para foto”. rsrs. Eu fazia uma apresentação didática de dentro do recinto e os alimentava ao mesmo tempo, é o tipo de coisa que vou lembrar para sempre sabe, por isso esse é um dos textos que eu ansiava postar por aqui, espero que gostem.

A presença de penas, bico e o fato de botarem ovos dão aos pinguins no mundo animal a classificação de aves, o que está correto, mas elas não voam como a maioria das aves, elas nadam, e por sinal muito bem.

O corpo do pinguim é hidrodinâmico, ou seja, ele é preparado para o nado. As asas do pinguim funcionam como remos e seu corpo tem o formato de torpedo o que faz com que eles alcancem grandes velocidades na água.

A espécie de pinguim mais conhecida é o Imperador, aquele que vive na região polar do planeta e tem detalhes em cor amarela no corpo, mas o pinguim da foto acima é da espécie Pinguim de Magalhães (Spheniscus magellanicus), ele vive na região de Magalhães formada por varias ilhas e que ficam entre o Chile e a Argentina.

Esses animais podem ser encontrados também em nosso litoral, isso porque eles fazem longas viagens para se alimentar e acabam se perdendo em alto mar, onde muitos acabam morrendo devido a debilitações causadas por essas viagens.
O pingüim de Magalhães vive em média 25 anos e pode pesar até quatro quilos e meio, ele se alimenta de peixes e mariscos encontrados no oceano.

Mas será que as penas dos pinguins não molham? Na verdade não. E isso ocorre devido a um óleo que o pinguim produz em uma glândula próxima à cauda e que espalha com o bico pelas penas, deixando-as impermeáveis.

Esse animal é extremamente fiel a seu parceiro, tanto que um casal formado dura até um dos dois morrer, além disso, quem choca os ovos dessa ave não são as fêmeas e sim os machos.

Os predadores naturais dos pinguins são os leões marinhos e algumas baleias, mas o homem não deixa de ser perigoso para eles, já que alguns ainda podem morrer por motivos causados pelo homem como derramamento de óleo ou por ficarem presos em redes de pesca ou ainda devido ao lixo que jogamos no mar.

Por isso, fica o alerta para o lixo que deixamos avançar para o oceano, levado pelas galerias com as águas das chuvas ou pelo lixo deixado nas areias das praias.

Ele pode afetar qualquer animal que vive no oceano, não só as tartarugas marinhas que são o exemplo mais utilizado, mas também as muitas espécies de peixes, crustáceos, invertebrados e é claro, os simpáticos Pinguins de Magalhães.

terça-feira, 7 de abril de 2015

O perigoso hipopótamo


Responda a seguinte pergunta: Com qual animal africano ocorrem mais acidentes envolvendo o homem?
Provavelmente você pensou no leão ou no elefante, mas, saiba que o maior causador de acidentes com o homem na África é o hipopótamo (Hippopótamus amphibius) (foto).

Isso acontece por que ele fica praticamente o dia todo submerso nos lagos só com seus pequenos olhos para fora, e os nadadores que freqüentam esses locais para se divertir nem notam a presença de um animal tão grande como esse.

Quando essas pessoas chegam muito próximas, o instinto territorialista do hipopótamo vem à tona, aí então ele os ataca, machucando muito e às vezes até matando devido aos grandes dentes que possui.

O peso de um hipopótamo pode variar de 3.500 a 4000 quilos, ele é herbívoro e suas patas possuem uma espécie de almofada na parte inferior que irá pelo menos em parte amenizar o peso que elas têm que suportar.

A média de vida de um hipopótamo é de 45 anos e a gestação é bem longa podendo durar de 227 a 240 dias. Geralmente, nasce apenas um filhote por parto, mas, no Zoológico de São Paulo, uma fêmea chamada Tetéia há anos atrás deu a luz a filhotes gêmeos, nasceram dois filhotes e esse é um caso extremamente raro de acontecer.

A pele dos hipopótamos é nua, ou seja, desprovida de pelos que possam protegê-los do sol escaldante da África, esse é o motivo pelo qual ele passa a maior parte do dia na água e só após o pôr-do-sol é que tem uma atividade maior.

Uma curiosidade sobre esse animal é que ele pode ficar em baixo d´água sem respirar por até 30 minutos, durante esse tempo ele é capaz até de dormir só emergindo para poder pegar mais oxigênio.


Apesar de o hipopótamo causar acidentes onde vive, felizmente, não é sacrificado por isso. Tomara que um dia todos os seres humanos saibam viver em harmonia e respeitar os animais, principalmente o espaço deles, pois devemos saber que o planeta em que vivemos não é só nosso.  

sexta-feira, 6 de março de 2015

Desmitificando as cobras!


São muitas as pessoas que tem um medo terrível de cobras, mas é um medo em certo ponto exagerado, pois, esses animais geralmente só atacam quando se sentem ameaçados ou então para poder se alimentar.

Dependendo do tamanho e da espécie, uma cobra pode se alimentar de pequenos roedores, mamíferos de porte grande como uma capivara, de aves, peixes e algumas espécies se alimentam de anfíbios.

Quanto a sua reprodução, as cobras podem ser vivíparas ou ovíparas, as primeiras têm seus filhotes já formados nascendo diretamente expostos ao meio externo, enquanto as ovíparas botam os ovos que com o tempo irão formar e posteriormente eclodir os filhotes.

Algumas serpentes possuem veneno e o dente inoculador de veneno, chamadas assim de peçonhentas, as mais conhecidas são: A Cascavel, a Jararaca e a Coral entre outras. Já as que não possuem veneno são chamadas de não peçonhentas, onde as mais conhecidas são: A Jiboia, a Sucuri também conhecida por “Anaconda” e as Pítons, além de outras.

A Sucuri é uma espécie brasileira e a segunda maior cobra do mundo, podendo chegar a 9 metros de comprimento. Em primeiro lugar está a Píton reticulada, uma cobra asiática que pode chegar a 10 metros de comprimento.

As cobras são de enorme importância para a cadeia alimentar, controlando a população de roedores e por servirem de alimento para algumas aves de rapina como as águias e alguns gaviões.

Os répteis em geral, costumam ficar grande parte do dia sem se movimentar, isso porque eles dependem da temperatura externa para controlar a temperatura interna do corpo, portanto o réptil não tem sangue frio como dizem, ele tem aproximadamente a temperatura que está no ambiente naquele momento.

Hoje em dia muitas pessoas têm cobras como animal de estimação, mas é bom lembrar que não é tão fácil como parece criar uma cobra, elas comem ratos vivos e não bife como já e perguntaram, elas não interagem e também é necessário um cuidado muito grande com o espaço, que deve ser adequado, o manejo e temperatura que são muito importantes para a saúde do animal.

Importante lembrar que, animais silvestres sem documentação são proibidos, e infelizmente alguns pensam que qualquer problema basta simplesmente se livrar dela no meio do mato, ocorre que se a espécie não for característica da região, sendo solta poderá causar um desequilíbrio á população de cobras local.

Historias que costumam ser contadas de serpentes que atacam e engolem uma pessoa devem ser vistas com cautela, muito do que se vê hoje na internet pode ser montagem, além do que somente fotos são publicadas nesses casos e não um vídeo do fato ocorrendo. Pessoalmente, apesar da dificuldade que representaria a passagem do ombro de uma pessoa na boca de uma cobra, acredito ser possível sim que isso ocorra, visto que a natureza sempre nos surpreende.

Os repteis costumam ser bastante descriminados pelo homem, mas, é bom lembrar que eles habitam o planeta muito antes de nós, eles têm seus hábitos e características próprias, cada um com o seu papel na natureza.


O que ocorre em geral é que se teme o que não se conhece, portanto, minha intenção com esta matéria é que as pessoas possam aprender mais e com isso passem a respeitar mais as cobras, para que um dia haja novamente um equilíbrio entre os seres que habitam o planeta.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A esperta anta!


A anta (Tapirus terrestris) é um animal brasileiro e que apesar de muitas vezes ser associado à falta de inteligência é considerado um dos mamíferos mais inteligentes que existem.

Um exemplo da inteligência da anta está em sua automedicação, ou seja, de acordo com a enfermidade em que este animal se encontra, ele sabe exatamente que tipo de planta deve ser ingerida para resolver o problema, podendo ser desde um mal estar ou uma grave infecção.

A anta se alimenta de vegetais e também de algumas frutas, sendo assim ela é uma ótima dispersora de sementes.

Esse animal vive cerca de 30 anos e pode pesar até 200 quilos. Mede em média 1 m de altura e 2 m de comprimento e pode ser encontrado nas regiões do Rio grande do sul, Paraguai, chegando até o nordeste da Colômbia.

Quanto aos filhotes, nasce um por gestação após 13 meses e sempre com listas brancas em seu corpo, isso para facilitar na camuflagem, mas essas listas vão desaparecendo a medida o animal cresce.

 A anta é também um animal extremamente forte, podendo quebrar galhos e arbustos, abrindo assim uma trilha em meio á mata. Outro sinal de inteligência é que ela sempre utiliza o mesmo caminho em meio à vegetação, nunca desviando.

Ela também é acostumada a se banhar na lama, isso porque sua pele é muito sensível e assim ela forma uma camada protetora do sol.

 É muito importante o papel da anta na cadeia alimentar, isso porque o predador natural da anta é ninguém mais que a onça pintada, um animal extremamente ameaçado de extinção.

Informações como estas são de pouca importância para algumas pessoas, mas, somente conhecendo o papel importante de cada animal na natureza é que podemos dar mais valor e conscientizar cada vez mais pessoas sobre a importância de preserva-los.  
 Ah... E se por um acaso pensar em chamar alguém de anta, lembre-se, isso é um elogio!!! rs

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

PTERIDÓFITA. Você tem uma?



O nome pode soar meio estranho, mas saiba que se você tem uma samambaia em sua casa, então você tem uma pteridófita.

A palavra pteridófita vem do grego pteridon, que significa 'feto'; mais phyton, 'planta'. Observe que as folhas em brotamento apresentam uma forma que lembra a posição de um feto humano no útero materno. 

Durante muito tempo em nosso planeta só existiram plantas que viviam nos oceanos, as pteridófitas foram as primeiras que conseguiram conquistar definitivamente o ambiente terrestre, e para viver em terra essas plantas tiveram que sofrer algumas modificações.

Elas desenvolveram estruturas que lhes permitiam viver nesse ambiente, tais como uma espécie de pele que a protegia de perder água e uma raiz, que além de fixa-la também possibilitou a retirada de nutrientes e água do solo.

As então plantas terrestres desenvolveram também vasos condutores de seiva e por isso são chamadas de plantas vasculares que hoje são divididas em dois grupos: As criptógamas e as fanerógamas.

As criptógamas são plantas que não produzem flores e nem sementes, como as algas, os musgos e as samambaias. Já as fanerógamas são as que produzem flores e sementes, como os pinheiros, as roseiras e os coqueiros.

A reprodução delas é feita através de esporos liberados pelos soros, que são aqueles pontos de cor marrom que ficam nas folhas em determinadas épocas do ano e que quando liberados se disseminam pelo vento vindo posteriormente a germinar.

As samambaias são plantas ornamentais de folhas viçosas e por necessitarem apenas de alguma luminosidade e não da exposição direta ao sol elas podem se desenvolver em meios úmidos e sombreados. É por isso que hoje elas são cultivadas não apenas em jardins, mas também no interior de muitas residências.

Como podemos ver as plantas levaram milhares de anos para se adaptar e assim poder viver na porção continental do planeta. Portanto, continuamos torcendo para que os seres humanos não as exterminem, afinal de contas elas moram aqui neste planeta muito antes de nós sonharmos em existir.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O verdadeiro tesouro



Se alguém pedisse para que citássemos algo que seja considerado muito valioso, provavelmente o que viria a nossa cabeça seria algo como petróleo ou pedras preciosas como diamantes ou ouro. Mas será que esses exemplos são realmente o que há de mais valioso na terra?

Do ponto de vista da existência de vida, a resposta é não. Podemos viver sem petróleo ou pedras preciosas, mas não pode haver vida sem água.

Veja, em função da superfície do nosso planeta ser formada de ¾ de agua, temos a falsa impressão de que esse é um elemento aparentemente infinito. Mas está ficando cada vez mais escasso e valioso tanto que em alguns casos a água é o pivô de conflitos internacionais.

O homem além de desperdiçar em grande escala, polui de maneira grotesca já que despeja toneladas de esgoto sem tratamento todos os dias nos rios.
Um outro exemplo são os enormes derramamentos de óleo que ocorrem com frequência nos oceanos, causando às vezes danos irreversíveis a natureza.

A água que chega às residências necessita de um longo tratamento e grande parte dela não é utilizada para o consumo. Pense na quantidade de água que é comprada por dia embalada em garrafas e galões, para imaginar o quanto as pessoas confiam na qualidade da água que sai das torneiras das casas.

Veja agora o porquê é rara a água própria para consumo no planeta:
97% da toda a agua existente é salgada, 2% encontra-se congelada nos polos, portanto apenas os 1% está localizada nos rios, lagos e lençóis freáticos subterrâneos, e podem vir a servir para consumo.

O tema é propício para o atual momento, visto a crise hídrica que se abate principalmente sobre a região sudeste do país.
Essa crise é apenas um dos muitos episódios na vergonha que é o abastecimento de água e, portanto o saneamento básico no Brasil.

As campanhas que estão em andamento para que todos economizem água são válidas, pois reeducam a população no que diz respeito ao modo como a utilizamos. Mas especialistas afirmam que a atual crise nada tem a ver com a falta de chuvas, pois há países em que a chuva é rara e a reutilização e captação são feitas há muito tempo pelo Estado e de forma exemplar.


As regiões afetadas no nosso país atravessarão essa crise hídrica, porém o ideal é que a lição seja aprendida, tanto por nós quanto pelos nossos governantes, para que atitudes mais sábias sejam tomadas e assim saibamos dar mais valor a esse verdadeiro tesouro que é a água. 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Conhecendo um pouco mais sobre os peixes



O nome comum peixes vem do latim, “pisces”, e são varias as espécies que vivem nos mais variados ambientes do nosso planeta. Eles podem ser encontrados tanto em água doce, salgada, quente ou fria, dos mares do equador até os pólos, e desde a superfície até 9.000 m de profundidade.

Para um peixe se ajustar em diferentes profundidades ele possui um órgão chamado bexiga natatória, que irá atuar como órgão hidrostático.
Em alguns peixes a bexiga natatória pode ser utilizada para auxiliar na respiração e servir também para emitir sons que podem ser utilizados, por exemplo, para reunir indivíduos de mesma espécie.

Os ovos de um peixe são muito pequenos e podem ser também muito numerosos.
Na época de reprodução uma Truta, por exemplo, pode por até 5.600 ovos, um Bacalhau pode por mais de 6.000 ovos e um peixe chamado Peixe-lua pode por ate 300.000.000 ovos.

A alimentação dos peixes é bem variada, alguns se alimentam de vegetação aquática, outros de minúsculos invertebrados, e outros se alimentam de materiais do fundo ou de outros animais, como pequenos mamíferos e também aves.

Uma espécie curiosa é o peixe Saltador-do-lodo, que é capaz de se locomover em terra. Essa característica lhe permite um tremendo sucesso na luta pela sobrevivência, já que ele tem acesso a locais que outros peixes não têm e assim pode se alimentar de pequenos invertebrados que ficam expostos em buracos durante a maré baixa.

Existem peixes que não possuem ossos e sim cartilagem, é o caso dos tubarões e as raias. Existem aqueles que trocam de cor se camuflando no ambiente para fugir dos predadores e os peixes elétricos, como o Poraquê, o Bagre africano e um peixe chamado Treme-treme que é capaz de produzir uma descarga de 200 volts podendo inclusive atordoar um homem.

Uma pergunta que é muito freqüente e bem interessante é se os peixes bebem água. Na verdade o peixe precisa de muita água entrando em sua boca para passar pelas brânquias e assim retirar o oxigênio e mandar para o sangue, mas, para sanar a dúvida, sim os peixes de água doce ingerem água junto com o alimento, enquanto os peixes de água salgada literalmente bebem água pura.

Os peixes sempre foram e continuam sendo muito importantes para o homem, primeiro porque desde os tempos remotos eles servem de alimento.
Segundo que hoje em dia são muitas as utilizações dos peixes, como por exemplo, a produção de óleo, tintas, inseticidas ou para recreação além de fazerem um controle importante de larvas de mosquitos.

Infelizmente fatores negativos como a pesca predatória e a poluição ambiental vem diminuindo muito o numero de indivíduos de algumas espécies de peixes, de crustáceos e até de mamíferos aquáticos de grande porte como as baleias.

Eu acho que é possível sim usufruir o meio ambiente com tudo o que ele nos oferece, mas tem que ser com sabedoria, precisamos lembrar que fazemos parte do meio, não que somos donos dele.

Senão, no futuro o homem poderá ter que lhe dar com as consequências das ações que pratica já há muito tempo, e elas podem ser muito desagradáveis.